
No Mosteiro de Alcobaça, a 120 km de Lisboa, encerrou-se uma das mais belas histórias de amor da humanidade, entre D. Pedro I de Portugal, filho de D. Afonso IV, e Inês de Castro, no século XIV. Inês era dama de companhia da esposa de D. Pedro, chamada Constança. Quis o destino que o príncipe se encantasse com a bela espanhola, tornando-se seu amante. O rei não gostou da relação do filho e mandou exilar Inês no Castelo de Albuquerque, fronteira entre os dois países. Após a morte de sua esposa, D. Pedro mandou buscar Inês e passou a viver com ela, com quem teve quatro filhos. D. Afonso IV, então, contratou três homens para matar Inês, que foi degolada na frente dos filhos, em 7 de janeiro de 1355.
Naquele dia, D. Pedro estava caçando, uma estratégia do pai para afastá-lo e permitir a ação dos criminosos. Um mensageiro correu a avisar o príncipe, que, quando voltou, disseram-lhe: “É tarde, Inês é morta!”.
Dois anos depois, com o falecimento de D. Afonso IV, D. Pedro assumiu o reinado e, enfurecido, mandou arrancar os corações dos algozes de sua amada e a elegeu rainha depois de morta. Obrigou os súditos a beijarem a mão do cadáver e transportou os seus restos de Coimbra para o Mosteiro de Alcobaça, onde mandou construir o túmulo de sua rainha e o seu próprio, um ao lado do outro, para que ambos pudessem, juntos, se erguer ao céu para a eternidade.

Eneas do Rêgo Barros nasceu em Teresina, Piauí. Graduou-se em Economia pela Universidade Federal do Piauí. É especialista em Planejamento Turístico pela Faculdade de Ensino Superior de Pernambuco e em Jornalismo e Marketing pela University of Nebraska (EUA). É escritor, romancista e biógrafo, com 30 livros publicados, e membro da Sociedade Literária de Teresina (SOL).