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Imagem:Erik Johansson |
a espera é espírito e lacuna na maré móvel da tarde
aonde jovens folheando novos livros – ou alguns mesmos –
fazem os movimentos de um ausente estar presente
presumido
e vivo no ato e argumento
a brisa que corre
é o fio do esquecimento
pois se escreve como serve
no sussurro do entendimento
frenesi de esperança
segurança
límpida
em um sono vazio
vagaroso
limitado lado
labutado
da quietude
ao
longe as palavras, as armas, os segredos.
Jandira Zanchi (Luas de maçã, inédito)