Coluna Guido Viaro: Aeroporto/Capítulo 1

Ilustração: Serguei Borodouline

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                 
Malraux chegou ao aeroporto Charles de Gaulle quatro horas antes do horário de seu voo. Esse era mais um de seus muitos hábitos. Gostava de fazer o check-in cedo e passear entre os vários portões de embarque. Descobria novidades estampadas em rostos, roupas, malas e comportamentos. Velhas novidades repetidas que pareciam poças d’água quase secas, e que no instante que o chamavam para ele mesmo embarcar, eram suspiros amarelos, eram lábios que suspendiam o sorriso no meio do caminho.
                                                                                                                
Ele mesmo, era feito dessa substância, dessas convicções amolecidas. Faltavam-lhe gostos, sobravam amargos, traduzidos em todos os idiomas: relacionamentos, trabalho, expectativas futuras. Cada uma dessas línguas era falada com poucas e pobres palavras. Não havia subjuntivos ou tempos verbais raros. Seus mais vigorosos discursos ocorriam sem que nada fosse pronunciado. 
                                                                               
Malraux era um homem de físico, idade e condição financeira medianos. Seu nome era uma homenagem de seus pais ao escritor e homem de Estado francês André Malraux (1901-1976). Seus estranho nome causou-lhe alguns problemas quando criança, mas esses foram muito menores dos que os causados por seu sobrenome, cujos incômodos não cessaram quando a infância ficou para trás. Seu nome de família era Malhereux, parecido com seu nome, mas que significa em francês, infeliz.  
              
Durante parte de sua adolescência acreditou que sua infelicidade originava-se de seu nome, principalmente da combinação sonora de nome e sobrenome. Passada a adolescência a infelicidade derreteu, transformando-se em uma pacata aceitação da vida e suas dores, que nunca foram muito agudas, mas constantes. Malraux aprendeu a suportá-las, e provavelmente sentiria sua falta se um dia elas desaparecessem por completo.  
                                                                         
Comparando sua vida com a do escritor André, Malraux encontrou poucos pontos em comum. O escritor viveu muitos períodos depressivos, foi alcoólatra, mas essas fases foram impulsionadas por grandes tragédias pessoais, a morte da esposa jovem esmagada por um trem, e a morte de dois de seus filhos em um acidente de carro. Afora isso André levou uma das vidas mais interessantes do século 20, ainda jovem foi preso na Indochina por contrabando de objeto de arte, lutou a guerra civil espanhola, foi perseguido e preso pelos nazistas, condecorado como herói, conviveu com os maiores artistas e as grandes lideranças políticas do século. Escreveu romances premiados, teorias literárias e artísticas e como ministro da cultura do general De Gaulle, espalhou centros culturais por toda a França e apresentou ao Ocidente várias civilizações desaparecidas. 
                                                                                               
Fez boa parte disso lutando contra problemas de saúde, alcoolismo,  depressão e a Síndrome de Tourrete, uma doença genética que provocava movimentos involuntários em sua face. O único ponto em comum com André era o gosto de ambos por antigas civilizações, principalmente as orientais. No caso de André um interesse profundo não apenas por arqueologia mas também pela filosofia Oriental, já em Malraux o que o atraía eram os restos petrificados de um povo. Admirando ruínas de templos ou palácios, lembrava-se daquelas pessoas que pisaram aquelas pedras, de suas vidas e, principalmente do fato de aquelas vidas, ao contrário das pedras, já não existem mais. Todos aqueles milhares ou milhões de pessoas que sofreram e sonharam, que se alegraram e derramaram lágrimas, já não precisam mais temer ou esperar, estão definitivamente livres de todos os fardos e bônus. Livres para não ser.  
      
E era justamente para um desses lugares que Malraux estava indo. Voaria até Phnom Penh e de lá seguiria até Angkor Wat, uma série de templos em pedra erigidos pela civilização Khmer ao redor do século 12. Em seus dias de juventude, antes de se tornar um protetor do patrimônio cultural, André Malraux o roubava para vendê-lo a colecionadores e museus europeus. Naquela época Angkor Wat não possuía filas de turistas aglomerando-se às 4h30 da manhã em busca do belo nascer de sol entre pedras escuras. Também não havia guias locais capazes de falar qualquer idioma já nascido na Europa. E era nesse mundo, belo, mas controlado, como um tigre anestesiado e sem dentes, que Malraux tinha interesse. A vulgaridade turística fazia parte daquilo que o atraía naquele lugar, junto com as pedras escurecidas e as sombras das vidas que ali existiram.  
                            
A uma hora e meia do horário do voo eles começaram a se acumular nas cadeiras próximas ao portão de embarque. Malraux os reconheceu, eram brancos muito queimados pelo sol, na maioria casais na faixa dos quarenta, carregavam mochilas e suportes para o pescoço, vestiam roupas coloridas de náilon e bebiam água em grandes garrafas plásticas não descartáveis. Pareciam dependentes da eletrônica, celulares, laptops, tablets, ipods. Conversavam em voz baixa entre si, e pareciam desconfortáveis com o fato de que a grande maioria dos outros passageiros serem versões quase idênticas deles mesmos. A busca pelo exótico, prometido antídoto contra toda a falta de encanto do cotidiano, começava mal. Eles pouco se entreolhavam e pareciam temerosos de que algum semelhante decidisse puxar conversa.  
                                                              
Para Malraux, ao contrário, a viagem começava bem, adorava assisti-los, escutar duas palavras e depois o minuto de silêncio que se seguia. Amava observar bagagens, comportamentos, imaginar vidas por trás daqueles que agora eram passageiros em busca do exótico, mas que antes disso, muito antes, não precisavam do exótico para existirem. Reconstruía mentalmente vidas, as esperanças, a realidade, o momento da perda das ilusões, o tédio, as dores e a busca pela cura. Finalmente um cartaz colorido mostrando os encantos do Oriente, a conversa do casal, natureza, cultura, bons preços, a fuga do tédio massacrante da cidade grande e, finalmente a possibilidade, o futuro, a eleição desse ou de outro destino parecido para viverem após as aposentadorias. Vida verdadeira, pores do sol, comida saudável, gente menos poluída pelo dinheiro e suas consequências.  
                                                                                                                             
Malraux se refestelava com os tipos, muitos deles agora mergulhados na leitura de guias de viagem, Lonely Planet, Rough Guide, Cap Sur, mostrando aos companheiros oportunidades, dicas, anotando nos celulares nomes de restaurantes. Havia homens bonitos demais para suas esposas e mulheres com o mesmo defeito. Negociações difíceis de serem contabilizadas, pois a beleza era apenas um dos muitos encaixes necessários. De qualquer forma o simples fato de estarem ali indicava que haviam conseguido chegar a um acordo, ambos cederam em busca de um bem maior, assinaram os papeis que precisavam de assinaturas e se comprometeram, quando apenas um compromisso informal era necessário. E agora estavam ali, prontos para desafiar os mistérios do Oriente.    
                                                                                                                                      
Malraux encerrou seu raciocínio com um sorriso muito maior do que aqueles que costumavam acontecer em seu rosto. Isso chamou a atenção de um homem sentado à sua frente, que precisou desviar o olhar do seu, para que ele mesmo não começasse a rir sem motivo aparente. A cena foi interrompida pelo alto-falante: “O Voo 7139 da Singapore Airlines com destino a Phnom Penh, sofreu uma mudança de terminal, o embarque ocorrerá no terminal 2F, os ônibus já estão se posicionando para levá-los ao portão.” 
                                                                                                          
Malraux estranhou aquela comunicação, mudanças de portões de embarque eram frequentes, mas de terminais eram muito raras, e o terminal anunciado era normalmente usado para voos com destino da América do Sul. Em poucos segundos uma fila de ansiosos se formou em frente ao portão, eles carregavam suas mochilas nas costas e verificavam horários e informações nos celulares, alguns usavam seus óculos escuros. Malraux só se levantou quando a fila começou a andar.    
                                 
Os dez minutos gastos entre embarque e transporte foram muito proveitosos para Malraux, depois de escutar sob a forma de cochichos pequenas preocupações de toda a ordem, ele chegou a uma conclusão. Raramente alguém chega a alguma conclusão dentro desses ônibus que nos transportam entre terminais de grandes aeroportos, mas ele conseguiu. Percebeu que era diferente de todas aquelas pessoas e que a razão de sua viagem também era diversa. Mas essa não foi exatamente a conclusão, ela veio em seguida, no instante em que o veículo parou em frente ao novo portão de embarque: enquanto os outros eram pães de forma prontos para serem colocados no forno, ele era um que já estava assando e talvez pronto para ser retirado de lá. Suas entranhas não poderiam ficar mais rígidas, e caso alguém decidisse mantê-lo por mais alguns instantes dentro do forno, ele apenas seria destruído.  
                                         
Assim que desembarcaram no novo terminal alguns passageiros carregavam pequenos sorrisos, uma batalha havia sido vencida e agora parecia que tudo fluiria como o prometido. Alguns desconhecidos começaram a falar entre si e, assim que percebeu isso, Malraux decidiu afastar-se e sentar-se mais longe. Quando faltavam vinte minutos para o embarque o alto-falante voltou a se pronunciar: “Informamos que o voo 7139 da Singapore Airlines com destino de Phnom Penh sofrerá um atraso de 30 minutos.”   
                                                                                                            
Mesmo de longe, Malraux conseguiu ouvir alguns suspiros de decepção, adoraria escutar as palavras que os acompanhariam, mas uma vontade incontrolável de ir ao banheiro fez com que caminhasse na direção oposta. Não havia ninguém dentro do banheiro e o silêncio era absoluto. Ele posicionou sua mala e mochila ao lado do cercado sanitário e percebeu que o tempo para o embarque era mais que suficiente para aliviar-se com toda a calma do mundo. O plano era embarcar, jantar e em talvez duas horas adormecer para acordar para o café da manhã. Tudo parecia caminhar bem, e enquanto lavava as mãos, interpretou o absoluto silêncio como um sinal de paz, sua viagem se desenrolaria da maneira mais suave possível. 
                                                                                    
Antes de sair, uma olhada no espelho. A paz que sentiu não estava espelhada em seu rosto. Havia ali uma leve ansiedade, que parecia esperar a primeira oportunidade para aumentar. Descobriu manchas em sua pele que desconhecia, amarelos apagados ao redor dos olhos, o vermelho das maçãs do rosto estava se misturando a tons de cinza. Respirou fundo, fechou os olhos e saiu do banheiro. 
                                                 
Assim que os abriu a ansiedade realizou seu desejo. Seu coração palpitou e só então percebeu que havia esquecido suas malas no banheiro. Voltou correndo e as encontrou onde havia deixado, mas não eram elas o motivo de sua inquietação, correu até o portão de embarque e não viu nenhum passageiro. A sala estava completamente vazia. Aproximou-se do balcão e nenhum sinal de vida. O painel que anuncia os voos estava em branco. Malraux confirmou no relógio que o horário de partida anunciado pela segundo vez ainda estava distante vinte minutos. Precisava se apressar. Correu o máximo que pode até o primeiro balcão de informação. O funcionário examinou seu cartão de embarque e disse que o voo dele era em outro terminal, o mesmo do qual deveria partir originalmente. Precisava se apressar pois o voo estava prestes a partir.  
          
Correu o máximo que pode até a primeira saída, de lá pensou em continuar correndo até o outro terminal, mas percebeu que seria melhor esperar pelo ônibus de transporte. O veículo demorou alguns minutos para chegar e outros mais até partir. Assim que desceu demorou para encontrar o portão, errou duas vezes e quando finalmente o encontrou ele estava vazio. A funcionária da empresa aérea disse que o embarque estava encerrado e que o avião já estava taxiando na pista. Ele mostrou seu cartão de embarque e ela disse que infelizmente não poderia fazer nada, pois ele havia chegado atrasado.   
                                                                    
Nesse instante Malraux teve vontade de dar um soco na boca da funcionária. Ponderou as consequências e desistiu. Precisava evitar demonstrar o ódio de cara, e aos poucos iria liberando-o, sabia que os funcionários de empresas aéreas eram treinados para ceder conforme aumenta a revolta dos passageiros. Respirou fundo e narrou sua história, havia chegado ao aeroporto com quatro horas de antecedência, o terminal fora alterado e depois veio o anúncio de um atraso de meia hora. A funcionária foi ao computador e vasculhou informações. Depois de um tempo sem encontrar nada pediu licença e foi até um telefone. Ele não pôde acompanhar a conversa, mas percebia por sua linguagem corporal que ela não havia encontrado o que buscava. Ela ainda tentou outros números, mais dez minutos em que Malraux esperou em pé com os olhos atentos ao esforço da funcionária. A ansiedade diminuíra um pouco, pois sabia que o erro não tinha sido seu e que nesses casos as companhias aéreas nunca deixam os clientes na mão. 
                                                               
A funcionária voltou lentamente, ainda olhando para seu cartão de embarque. “Senhor Malhereux, em nosso sistema não há qualquer informação sobre mudança de terminal ou atrasos. O voo partiu no horário programado com 231 passageiros à bordo e um ausente, o senhor. Seu nome foi chamado pelo sistema de alto-falantes que funciona no aeroporto inteiro. Comuniquei seu caso aos meus superiores e infelizmente não há o que possamos fazer pelo senhor. O senhor perdeu o voo e se quiser viajar precisará comprar uma nova passagem.” 
                           
Malraux permaneceu alguns segundos em silêncio. Ainda não se decidira por onde começaria a expor seus argumentos, mas não poderia demorar muito, caso contrário seu silêncio soaria como aceitação. “Eu não estou louco, ouvi um anuncio dos alto-falantes discriminando o nome da companhia aérea, o número do voo e a destinação, a voz pedia para que todos os passageiros daquele voo mudassem de terminal. Havia centenas de pessoas, então descemos e dois ônibus nos levaram até o novo terminal. Lá uma voz comunicou que haveria meia hora de atraso. Fui ao banheiro, e quando saí, muito antes do horário estipulado, não havia mais ninguém. Corri para cá e o voo já havia partido.”  
                                                                  
A moça escutou em silêncio toda a história e ele sentiu-se orgulhoso por haver mantido a calma e descrito exatamente o que acontecera. Ela pediu licença e voltou ao telefone. Dessa vez demorou mais, e voltou apenas para confirmar o número do terminal para o qual dissera que seu voo havia sido transferido. Depois de outra longa conversa ao telefone, pediu para que ele a acompanhasse até um terminal de computador. Então pediu para que confirmasse o horário exato em que ele havia estado no outro terminal. Ela abriu um arquivo de vídeo e pediu para que ele viesse assisti-lo.                                                                                                                   
 
“Veja, esse é o arquivo recuperado das câmeras de segurança do terminal 2F portão 42, local e horário exatos de onde, segundo o senhor, deveria partir seu voo, depois de transferido. Veja, onde estão os passageiros? Não havia embarque nesse horário. A única pessoa é a funcionária da limpeza. Vou adiantar um pouco o vídeo, veja há alguém ali, é o senhor, mas está sozinho.”                                                                                        
“Foi no instante em que saí do banheiro.”                                                  
“Não há e nunca houve voo marcado para embarque naquele portão naquele horário. O senhor deve ter se confundido e infelizmente perdeu seu voo.”                                                                                                   
“Mas… não é possível, o ônibus… por que eu inventaria isso?”           
“Não estou dizendo que inventou, já aconteceram outros casos parecidos, a pessoa se confunde, escuta algo sem prestar muita atenção e acha que se refere a ela…”                                                                                                     
“Mas, e a passagem?”                                                                                       
“Essa infelizmente está perdida.”                                                                   
“Mas não há nada que a empresa possa fazer por mim?”                      
“O máximo que dá para conseguir é um desconto na compra de outra passagem.”                                                                                               
“Desconto… de quanto?”                                                                     
“Posso garantir um desconto de dez por cento, mas não sei, quem sabe consiga algo maior, precisa pedir no escritório da empresa, mas agora eles já fecharam, abrem amanhã às sete da manhã. Já vi gente conseguir até cinquenta por cento.” 
                                                                                      
Malraux agradeceu à funcionária e sentou-se para pensar no que faria. Mas antes disso talvez devesse refletir sobre o que havia acontecido. Um enorme engano de sua parte. Mas como se explicaria o fato de as câmeras de segurança não haverem captado ninguém? Aquilo poderia ser sinal de algo muito mais sério do que um engano, uma alucinação, um problema mental, ou até uma conspiração para que ele achasse que estava louco. Poderia ser também… essa hipótese foi afastada com a unha do polegar direito comprimindo a pele de sua mão esquerda. 
                                  
Então percebeu que precisava decidir sobre sua viagem, essa era a maior urgência. Já passava da meia-noite e decidiu que não valeria à pena voltar para casa para retornar ao aeroporto cedo. Iria dormir por ali mesmo. Ajeitou-se em uma cadeira mas logo percebeu como era desconfortável. O movimento do aeroporto diminuíra bastante e reparou em algumas pessoas acomodando-se no chão de mármore. Então despretensiosamente digitou em um site de busca “Melhor lugar para dormir em aeroportos”. Curiosamente descobriu haver muito material sobre o assunto, especialistas dando dicas em vídeos, a maioria deles jovens mochileiros recém saídos da adolescência. Havia até um site onde você poderia clicar no aeroporto e veria imagens dos refúgios secretos escondidos dentro dos aeroportos. Quando clicou em Aeroporto Charles de Gaulle, a imagem que apareceu foi de uma escada rolante, embaixo dela havia um canto acarpetado e silencioso.  
                                                          
Em pouco tempo Malraux localizou o lugar e se instalou. Naquele horário o silêncio era completo, o chão macio e a privacidade total. Usou a mochila como travesseiro e o casaco como cobertor. De onde estava sua visão passeava pelos dois grandes dorsos metálicos das escadas rolantes e terminava nos vidros escuros do terminal, que pareciam parte de uma nave espacial pronta para decolar. Se escorregasse pelas escadas rolantes seria arremessado dentro da nave, nesse horário ninguém perceberia seu voo sobre Paris.  
                                                                                                                     
Sua cabeça continuava confusa, não havia descoberto ou decidido nada. Recordações embaralhadas eram dissolvidas por um cansaço acumulado, as amarras do dia estavam desfeitas e o barco noturno apitava indicando partida. Antes que ela se consumasse, algumas ideias soltas vagaram por seu esconderijo, começando por uma pergunta: O que era, de fato, um aeroporto? 
                                                                                               
Malraux sorriu no escuro sem conseguir responder. O fracasso fez com que se sentisse mais frágil do que de costume. Uma fatia de consciência escondida embaixo de duas escadas rolantes. Mas não houve tristeza ou dores, apenas relaxamento.



Guido Viaro é um escritor, cineasta, administrador cultural e palestrante nascido em Curitiba em 1968. É autor de 22 romances dentre eles o livro O Cubo Mágico, premiado com o primeiro lugar na categoria romance no Concurso Biblioteca Digital 2020, da Biblioteca Pública do Paraná. É também autor do ensaio filosófico O Labirinto Espelhado e de quatro filmes entre ficção e documentários. Desde 2009 administra o Museu Guido Viaro, entidade cultural que tem por missão divulgar e preservar a obra de seu avô, o pintor italiano Guido Viaro. No museu as atividades artísticas não se atém à pintura, mas englobam música, cinema, literatura e teatro.

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