Lançamento em Teresina de “Diários de Cajazeiras” de J. L. Rocha do Nascimento


A crônica é uma peça literária leve, despretensiosa. Por conta da “naturalidade com que com que se aclimatou aqui e a originalidade com que aqui se desenvolveu”, pode ser considerada um gênero genuinamente brasileiro. Quem disse isso foi Antônio Cândido (A vida ao rés-do-chão). Jorge de Sá (A crônica) reforça esse  caráter ao dizer que é a crônica quem inaugura oficialmente a Literatura Brasileira: “A carta de Pero Vaz de Caminha ao rei de Portugal”. Ele, o primeiro cronista. Ela, a primeira obra literária.

No Piauí, especialmente em Teresina,  a crônica caiu no gosto dos escritores e leitores. Em número de autores e produção, creio que só perde para a poesia, gênero imbatível. O conto vem em seguida, na terceira posição, quase a perder de vista. Quanto ao romance, esse é o lanterninha do grupo.

Resolvi ingressar no time, com a permissão dos  craques da bola. Depois de publicar seis livros de contos, dois de poesia e um de ensaio, além de dois acadêmicos, resolvi que chegou a hora de desembarcar na crônica. E o faço com o “Diários de Cajazeiras”, um livro que reúne vinte e quatro episódios, que os classifico como uma ficção da memória  tendo como objeto um lugar e, sobretudo, sobre as pessoas simples desse mesmo lugar vistas pelo olhar de um menino que guarda na memória os ecos de uma infância.



J(oão) L(uiz) Rocha do Nascimento (Oeiras-Pi, 16.05.59). Escritor (poeta e contista), professor de ensino superior e magistrado. Mestre e doutor em Direito Público. Colaborações em diversas coletâneas. Cinco livros de contos publicados: Um clarão dentro da noite (Scortecci, 2019); Os pés descalços de Ava Gardner (Scortecci, 2020); Morangos silvestres e outros contos eróticos (Penalux, 2022); Na caverna de Platão e outros contos breves (Penalux, 2023); Nunca seremos felizes (Patuá, 2024). Um de poesia: Ontologia do ser (Litteralux. 2024). Um de ensaio: Como e por que me fiz escritor (Lamparina, 2024) e O livro de João em 101 versículos (Kotter Editorial, 2025),  Fruta temporã (Litteralux, 2025) e Diários de Cajazeiras (Editora Nova Aliança, 2026).

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