Elegia de uma estrela caída: Andrey Luna Giron

Ilustração: Andrey luna Giron



Canto partido

Estrelas mortas,
Que explodem eternidades,
Concretizadas na luz,
Que saem da cavidade ocular, 
E efêmeras, moldam o infinito.


Canto dos Enfins das luzes

Estrelas que são terras,
Que são mãos profundas,
Que protegem sangues pacíficos, sangues adorados, Incrustados,
Forjando a lâmina-luz,
Da consciência,
Que habita o palácio do corpo,
Aberto, formidável, impossível, repleto de universos escuros e claros,
Abrindo asas que ofuscam,
E unificando o Eu, tocados nos espaços cambiantes, sem limites,
Cultuando a paz das mães e dos pães, das vozes das aves núncias,
Àquelas que reverberam nos interiores dos peitos, de ferros e aços, de gelos e fogos,
E da lama que extrae novos ouros, e novos céus,
E novas peles,
O Arraigar dos pés, dos ossos,
Que ressuscitam na carne rota do perene.
E Crescem na ancestralidade,
Dos agoras, 
Da raiz imutável,
Heróica da luz.




Andrey Luna Giron é poeta, músico, maestro, artista plástico, fotógrafo e budista. Tem 5 livros publicados de poesia – Cósmicas pela editora Protexto, Claritas, Mistério AcesoDo Fundo Da Palavra e Terra Celeste pela editora Insight. Participou das Coletâneas 100 Anos da Semana de Arte Moderna e Amazônia em Prosa e Verso da AIAP Brasil. Gravou CD de música clássica contemporânea com composições próprias com o grupo Ethos Fractallis realizando concerto de lançamento no Museu Guido Viaro e distribuído nas mediatecas de Paris. Fez trilha sonora para cinema e tem várias composições orquestrais e para piano. Trabalha no Museu Guido Viaro onde faz recepção, monitorias e palestras semanais sobre cinema no Cineclube Espoletta deste Museu.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *